EM GREENVILLE, verdes paragens ornadas por arranha-céus e vales com avenidas cheias
de movimento de carros, havia um lindo pôr-de-sol. Havia ares de civilização sem contrastar, porém, com a bucolidade de grama e arvoredos. Havia uma fábrica, na qual trabalhava um bobo. Um bobo da corte, que não era, of course, a do King Arthur. Homem-menino, ele era página de humor na incessante fábrica de letras. Afinal, trabalhar, mais do que uma atividade produtiva, era para ele também lazer. Sorria e raras vezes exibia uma cara fechada, cara de tilda (!?).
Certo dia apareceu no canteiro de obras uma flor diferente. Daquelas que não se fazem notar, mas são notáveis. O menino sem juízo foi se aproximando e a menina dos cachinhos idem. Uma ajuda aqui, um pedido ali, uma conversinha acolá, eles foram se cativando, raposa e princesa. Quando menos o maluquinho esperava, aquele sorriso carinhoso da menina dos cabelos-caracol já era festa, uma coisa especial, aguardada, querida.
Mas não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe. O dragão da inveja, do veneno, se atirou nas línguas de algumas pessoas do reino das colunas, corroendo o espírito
love da menina dos cabelos-cascata.
She felt a lot. Ela enrijeceu seu coração, que ficou sem cor e ação, armadura-X, defesa de uma amazona do Zodíaco, pétalas de Quero-Paz. No casulo, o sorriso se emaranhou, se prendeu, sumiu.
Give it to no one.
O menino louquinho logo percebeu. E sofreu.
Heart broken. Antes, ele não sabia o quão importante era ver aqueles dentes amigos à mostra. Sorriso sincero.
Sem sorriso, como contar-lhe suas novidades (ou mesmo suas
little pumpkins) e ouvir as dela? Em boca fechada não entra amigo. E como entender a perda de um sorriso? O menino chato, menestrel de araque, arauto das piadas sem graça, procurou apoio de outras fontes, que certamente lhe deram de beber, como a
lovely Cris-ântemo. Foi um alívio, mas não aplacava a sede de um sorriso especial, como para o Pequeno Príncipe era o riso de bilhões de estrelas, traduzido no doce tilintar de guizos.
O tempo, mestre de da magia, Senhor de todas as curas, porém, não demorou a despejar com leveza, como os acordes de uma melodia angelical, a areia quente e fraterna da bonança-pós-tempestade. Sem mais, nem menos, nem + ou -, ficou tudo =. O sorriso especial estava de volta:
give it to me! Back to the present. De onde nunca deveria ter saído.