segunda-feira, 14 de março de 2016

sexta-feira, 11 de março de 2016

LUA


CAI A NOITE

Cai a noite na cidade
Vinda de lugar nenhum
E o dia vai embora
Indo pra lugar algum

Não sentia fome
Não sentia frio
Sentado num canto
De um quarto vazio

Quando a chuva cai
Nas noites mais solitárias
Lembre-se que sempre

Sombras e pensamentos
De um sonho só esperança
Nas paredes ecoavam
O silêncio e a lembrança

Entre ruas desertas
Ele está só de passagem
Na vertigem e tontura
Surgiam todo tipo de imagem

Quando a chuva cai
Nas noites mais solitárias
Lembre-se que sempre
Estarei aqui
Quando a chuva cai
Nas noites mais solitárias
Lembre-se que sempre

Se virou e alcançou o céu
E a última estrela
Nada deixava passar
Tudo lembrava ela

Quando a chuva cai
Nas noites mais solitárias
Lembre-se que sempre
Estarei aqui
Quando a chuva cai
Nas noites mais solitárias
Lembre-se que sempre

Capital Inicial

GARFIELD


quinta-feira, 10 de março de 2016

quarta-feira, 9 de março de 2016

LUA



Tal qual imagem celestial
Sorvo seus gestos
Ab-sorvo seu ar angelical
Seus pensamentos manifestos

Tal qual ser transcendental
Miro seu jeito diferente
Ad-miro seu rosto reluzente
Linda energia oriental

Tal qual lótus que não conheço
O amigo que é chegado
O mais lindo ser criado
Despertas o maior apreço

E vendo-te, Lua, ao redor
Sinto um desejo se orvalhar
Desejo de te olhar, meditar
De te conhecer melhor

Dilton Cardoso

FILHO



"Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos. Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo!"

José Saramago

MAFALDA


terça-feira, 8 de março de 2016

RIOS DE LÁGRIMAS


A noite chega cruel, sem piedade
No escuro, garras felinas arranham um peito amado
Turbilhão de imagens, desejos, saudade
um mago que virou bobo, desolado

Dos olhos, gotas que viram rios de lágrimas
Que correm por ruas, cobrem vales e avenidas
À toa, sem encontrar uma doce voz amiga
No WhatsApp desinstalado, as esperanças perdidas

Afinal, de que adiantam rios de lágrimas, enchentes de emoção?
Que efeito águas doloridas podem ter em algum ponto do planeta?
Desconsolo, descompasso, um menino que não sabe lidar com as coisas do coração
Melhor deixá-la livre, voar, seguir, pois este é o destino da borboleta...

Dilton Cardoso