quinta-feira, 7 de abril de 2016

QUANTAS VEZES




Quantas vezes você sentiu um perfume e lembrou-se de alguém que gosta muito?
Quantas vezes você andou por um shopping e se imaginou lá com alguém?
Quantas vezes você estava do lado de uma pessoa, porém sua cabeça estava longe? 
Quantas vezes você ouviu uma voz e ela lhe causou delírios?
Quantas vezes você já se arrependeu de algo que falou segundos depois de ter se expressado?
Quantas vezes você viu um filme e recordou-se de alguém muito especial?
Quantas vezes você ouviu uma música e não gostou de ouvir porque ela lembra algo ou alguém que você quer esquecer, mas não consegue?
Quantas vezes você passou por um dia maravilhoso, porém no finzinho deu tudo errado?
Quantas vezes você chorou por que lembrou-se de alguém que amava e não pôde dizer isso para essa pessoa?
Existem muitas respostas para estas perguntas, mas o importante sobre elas não é a resposta e sim o sentimento.
Todos nós amamos, erramos ou julgamos mal.
Todos nós já fizemos uma coisa quando o coração mandava fazer outra.
Então, qual a moral disso tudo?
Nem tudo sai como planejamos.
Entretanto, uma coisa é certa: não deite com mágoas no coração.
Não durma sem ao menos fazer uma pessoa feliz. Sobretudo aquelas que te dão um valor inquestionável.
Você pode contar nos dedos as pessoas que realmente desejam o seu bem, a sua felicidade. E estas merecem sempre um perdão, uma atenção a mais.

terça-feira, 5 de abril de 2016

PEQUENO BRILHO



E quando tudo era trevas, escuridão
Eis que de um som tão amado na internet
De palavras digitadas numa tela de pequena dimensão
Serge um raio de luz, um pequeno brilho
Devolvendo esperança a um coração
Devolvendo claridade ao céu, devolvendo emoção
Afinal, receber da pessoa amada qualquer tipo de atenção
Tem um preço inestimável, quase da Lua um clarão

Dilton Cardoso

segunda-feira, 4 de abril de 2016

SEM NADA


Hoje eu acordei sem nada...
Nada no estômago, nada no coração
Sem ter para onde pedalar, sem emoção
Sem peito, sem colo, sem ter onde encostar
Sem ter a quem cuidar
Hoje eu acordei sem ter a quem amar
Antes os deuses não tivessem me permitido acordar

Dilton Cardoso

domingo, 3 de abril de 2016

LOUCO PELA LUA




– O que você está fazendo aqui?

– Estou procurando a Lua...

– Ela não está no céu.

– Eu sei, estrela. Mas procuro assim mesmo, pois ela pode voltar a qualquer momento. Sei que ela se foi aborrecida. Foi embora, levando metade de mim...

– E quem é você?

– Eu? Eu sou um bobo, que não sabe usar as palavras e acaba transformando amor em dor. Um dia fui um mago, mas perdi meus poderes e o que restou foi um bobo... um bobo romântico, louco pela Lua.

– E o que você deseja com ela?


– Quero pedir perdão. Dizer que a amo muito e que deixe o livro de sua vida aberto para mim. Que não feche todas as portas. Que deixe pelo menos uma veneziana, uma persiana, um basculante aberto para que eu possa saber suas novidades, cuidar dela, deixar ela brilhar com toda sua intensidade. Dizer que ela é e sempre será especial, inigualável. Que se houve um astro importante no passado estelar, ele não existe mais e nem teve toda a sua dimensão.

– E se ela não quiser dar-lhe ouvidos?

– Então, rastejarei feito serpente pelo planeta Terra, lamentando a perda de alguém tão importante. Sentirei os minutos passarem devagar, se arrastando na agonia da falta de uma palavra digitada com carinho, uma foto de uma princesa linda de olhos negros e penetrantes, a voz macia e gostosa de uma criança, um riso lindo como nenhum outro no mundo. Que os deuses me protejam e me deem uma chance de, pelo menos, desfrutar de sua amizade. Não acredito que haja crime tão grave que possa afastá-la de vez do meu céu. Não será a mesma coisa olhar para o firmamento e saber que lá jamais estará incrustada no manto azul escuro uma imagem tão amada. Viverei feito um zumbi astral sem uma Lua tão sem igual.

Dilton Cardoso

quinta-feira, 31 de março de 2016

LUA EM AQUÁRIO


Giros que surgem num átimo em uma tela
Aparecem do nada como em uma astral projeção
Um corpo leonino quase despido, bailando em ondas se revela
Movimentos alucinantes despertando tesão
Aquário vibrando, inteiramente descontrolado,
Cavalo-marinho, corcel sendo conduzido por ágil mão
Aquário cada vez mais cheio
Lua em movimento, liquidificador de carne
Aquário cada vez mais cheio
Cintura de mola, machucando feito pilão
Anca que sobe e desce, desce e sobe, prazer chegando
Aquário cada vez mais cheio, transbordando
Galope desembestado, um gozo forte se aproximando
Orgasmo celestial, supremo nirvana
Aquário estravasa, gotas que eclodem, explosão
Aquário preenchido por uma Lua quase nua
Lua que dança sinuosa no céu, sublime perfeição

Dilton Cardoso

quarta-feira, 30 de março de 2016

terça-feira, 29 de março de 2016

AMOR DE LUA

                                    Sol: Quem escreveu isto?
                             Mago: Foi a Lua...
                             Sol: Como assim? A lua não escreve.
                             Mago: Esta não é qualquer lua. É uma Lua de carne e osso, que encanta o planeta Terra, as estrelas, o universo.
                             Sol: Que coisa linda que ela escreveu.
                             Mago: Muito linda. Escreveu para mim, o maior admirador da Lua, aquele que a ama o tempo todo, 25 horas por dia. Aquele que tem no seu brilho a inspiração divina. Aquele que a ama a cada segundo, a cada palavra digitada em uma tela, a cada melodia de sua voz de criança. Aquele que reinventou o mundo a partir de sua beleza de princesa. Aquele que era um mago, mas ficou escravo de seus encantos de fada. Aquele que não sabe como era a Terra antes de ela existir, antes de ela ofuscar com sua luz de Lua os raios do sol. Aquele que a ama além do desejo, além da carne, além da alma. Aquele que tem por ela um amor que transcende a vida e a morte. 

Dilton Cardoso

(dedicado a Luana Lima)

segunda-feira, 28 de março de 2016

LUAR DE SÁBADO



Um dia aguardado por muitos...

O início do fim de semana...

Para ele, logo que a conheceu, um tormento, uma maldição.

No sábado, ele, um corsário, a via entrar no galeão e singrar os mares em busca de aventuras, de emoções, de tesouros, de recompensas.

Era ela pisar no convés e o coração do marujo se encher de saudade, pois sabia que não iria mais vê-la neste dia. Restava apenas a visão alucinante de uma princesa pirata, vestida como uma deusa, pronta para caçar corações no alto-mar. Se voltaria cheia de tesouros, de recompensas, nunca se sabia. Sabia-se apenas que naqueles momentos de busca alguém a estaria esperando com o espírito corroído pela ausência.

O tempo passou e de maldito o sábado virou bendito.

Ela continuava a trajar suas roupas de felina, pronta para conquistar novas terras, novas cidades. Continuava a subir no barco para cruzar mares e oceanos, enfeitiçando todos em seu caminho, tal qual nereida de voz macia e hipnotizante, transformando em pedras seres incautos.

Entretanto, o regresso da princesa pirata se tornou mais doce que o néctar mais apreciado no Olimpo, desfrutado por deuses e semideuses. Bem ou mal, trazendo ou não tesouros, ela tinha o prazer de compartilhar com ele cada grão de tempo vivido alhures. Às vezes embevecida, gotas de tequila no sangue, outras não, ela o divertia contando as histórias vividas nestas aventuras marinhas. Noite a dentro, era encantador ouvir sua voz narrando situações, por vezes sem dizer coisa com coisa, mas de uma forma tão terna e engraçada que ele não desejava que o dia amanhecesse já domingo.

Agora, o sábado é um amigo que ele aguarda com ansiedade durante a semana, só para ter o prazer de receber de braços abertos sua princesa pirata e toda sua carga de tesouros ou de tragédias encontradas no caminho por mares e oceanos bravios. Bendito luar de sábado que, no corpo de uma princesa pirata, deixa o mar com destino a um corsário, bobo da corte de sua alteza.

Dilton Cardoso

quinta-feira, 24 de março de 2016

LUA NUA


Ninguém tira coelhos da cartola como a nua Lua
Mágica, sabe como encantar-me com seus segredos
Fada, envolve-me em seus feitiços mais sedutores
Sussurante, atira-me na toca e me enche de folguedos
Sorridente, carrega-me em risos aos seus cobertores
Ninguém tira coelhos da cartola como a Lua nua

Dilton Cardoso
(Feliz Páscoa)


quarta-feira, 23 de março de 2016

SONHO



















Cochilei
Sonhei com você
Um sonho gostoso
Acordei molhado
Afinal, você é Lua ou chuva?

Dilton Cardoso