* Um cantinho de diversão, trazendo poesia, cultura, humor e coisas diversas. Aqui o mundo mágico, dedicado à Lua, é indestrutível. Atualizado semanalmente. Comente e colabore!
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
sexta-feira, 5 de agosto de 2016
O Amor Antigo
O
amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.
O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.
Se em toda a parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.
O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.
Se em toda a parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.
Carlos Drummond de Andrade, in 'Amar se Aprende Amando'
quarta-feira, 27 de julho de 2016
COMO ESQUECER?
Ando zumbi pela rua
Missão cinematográfica
Esquecer uma pessoa mágica
Desapegar de uma Lua
Mas como esquecer?
Se olho à noite para o céu
Lá está a lua, lá está você
Se vejo uma imagem felina
Lembro de Bolota
Lembro de Nina
Se contemplo uma mão feminina
Lá estão suas unhas
Tratadas com imenso carinho
Unhas de menina
Se ouço uma voz de criança
Lá está você, voz de sereia
Doce lembrança
Se vejo um lindo prédio
Uma bela arquitetura
Lá vem você, não tem remédio
Se ouço uma música em espanhol
Lá está você, em cada nota,
Em cada ré, em cada lá, em cada sol
Já gastei todo o estoque de corretivo e borracha
Da Papel e Cia. e qualquer outra papelaria
Nada funciona, nada te despacha
Mais um tempo sem você
Que não consigo esquecer
Um mês e treze dias
As horas sempre vazias
Só há uma coisa a fazer
Enlouquecer
Dilton Cardoso
terça-feira, 26 de julho de 2016
This Time I Will Be Sweeter
Linda Lewis
(Esta canção surgiu na era glacial, tempos de muito gelo, tempos sem Lua. Repare na letra. Não vá chorar.)
segunda-feira, 25 de julho de 2016
CHUVA INCESSANTE
(Poema escrito nos tempos da Sibéria)
Chove
lá fora
Na verdade não é lá fora
É dentro, dentro do peito
Uma chuva incessante, como agora
Às vezes intensa, outras não,
meio sem jeito
A
cartola transbordou de fel
A magia virou saudade louca
Sem estrelas, sem lua, sem céu
Silêncio
que vem, ausência de boca
O
celular é um mau, um mausoléu
Caixão fechado, sons sem sentido
Toques que nada significam, ao léu
Antes nunca tivesse existido
No
ar, nenhum bem-estar
Talvez só uma pífia esperança que dança
Um balé desajeitado, na chuva, sem
parar
Que oxalá sob uma lua
mais mansa
Uma voz há de voltar
Dilton Cardoso
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